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16/05/2011

Um hotel na capital guatemalteca a R$ 20



Se você for à Cidade da Guatemala, considere a possibilidade de hospedar-se aqui no Hotel Spring. A cinco quarteirões da Plaza Central e do Mercadão, está também a duas quadras da sexta-avenida, todinha dedicada aos pedestres entre restaurantes, cinemas e cafés. O preço corresponde a um quarto individual, mas com banheiro coletivo.

14/05/2011

Ativismo urbano

O centro da Cidade da Guatemala e sua vastidão de dizeres.










Uma das ruas do centro, onde tudo se deu

11/05/2011

Mercado Central: conexão Guatemala-BH



Foi como me sentir em casa.


Tudo bem que no lugar do fígado acebolado com jiló houvesse dobladas e enchiladas. Ou que o tropeiro continuasse apenas uma saudade, apesar do delicioso pão com feijão.


Acontece que o mercado tinha cheiro de mercado, e quem gosta de um sabe bem do que estou falando. A mistura de gordura e cestaria, de flor e fruta, de suor e tecido, tudo isso estava lá conspirando esse aroma que na lembrança será também a saudade daquela gente toda.


Enquanto comia uns tamales, espécie de pamonha local a base de milho branco, troquei uma ideia com Cristina. Ela é filha de Doña Mela, que também é nome de um dos mais tradicionais bares do Mercado. E tal qual no Brasil, diz, a politicada aproveita. Ali já passaram pelo menos três presidentes: Alvaro Arzú, Alfonso Portillo e Jorge Serrano, todos a cata de votos e patitas a la vinagreta. Ela diz que não se importa, muito pelo contrário. E me sugere uma banana frita antes de partir.


Cruzando todas aquelas bancas foi difícil não comprar uma coisa de cada, sobretudo diante da impossibilidade de socá-las numa mochila já abarrotada. Afinal, o Mercado Central da capital guatemalteca, tal qual o mercadão da minha infância, tem um muito de tudo: comida e grãos, queijos, frutas e verduras, carnes, pratarias, artesanatos e roupas, cerâmicas, flores. E fundado em 1896 sobre o que foi o primeiro cemitério da cidade, tem, enfim, a história e a tradição que forjam os grandes mercados populares.

Saca só. 
Olha o Doña Mela aí.







Chegando à capital

Cidade da Guatemala, sexta avenida, centrão.



07/05/2011

Traquinas




Sapecagem pouca é bobagem.

Saca essa meninada.

Quichaiá, Guatemala.

 
 






06/05/2011

Resistência à ditadura


Conversávamos sobre os horrores da ditadura guatemalteca, - limpeza étnica encerrada em 1996 com mais de 150 mil indígenas mortos -, quando a ativista Cláudia Gaitan sacou o pen drive.
E nos mostrou estas fotos aí embaixo: compilação do trabalho fotográfico de Jonathan Moller em comunidades e acampamentos montados pela resistência à ditadura, bem como da exumação de cemitérios clandestinos nos anos de 2001 e 2002.
Foi uma apresentação emocionante, na qual ela sacou este poema da guatemalteca Julia Esquivel. 

"Cuando se tiene que beber tanta dolor.
 Cuando un rio de angustia
 ahuega nuestra respiración.
 Cuando se ha llorado mucho
 e nuestras lagrimas brotan como rios
 de nuestros ojos tristes,
 solo entonces
 el suspiro recondito de nuestro proximo
 es nuestro proprio suspiro"

Pelo fim da anistia, na Guatemala, no Brasil e onde mais estes calhordas estejam!









04/05/2011

Um dia em Quichaiá




Poucas vezes na vida havia visto uma comunhão tão exuberante entre natureza, agricultura e espírito comunitário.

Chegamos em Quichaiá, comunidade indígena Kakchikel, convidados pelo agricultor ecológico Ramiro, responsável por fazer a articulacão comunitária do Instituto Mesoamericano de Permacultura (Imap).

Ex-guerrilheiro que arriscou a vida embrenhando-se no mato para combater a ditadura genocida da Guatemala – que assassinou mais de 150 mil pessoas -, Ramiro nos recebeu em sua comunidade natal com a família e um delicioso almoço servido em folhas de bananeira.

Passamos o dia no fundo do vale, às margens do rio onde as 68 famílias de Quichaiá fazem a gestão comunitária da berma. A folha aquática é vendida diretamente nos dias de mercado em San Lucas, - e rende uma deliciosa sopa.

Abaixo, algumas fotos da tertúlia.

Cultivo da berma: gestão comunitária
Ramiro, nosso anfitrião, ex-guerrilheiro e poeta: exemplo de vida
A família de Ramiro. Em duas palavras, "buena onda"

Prato do dia: tortillas, milho, abacate, salada e carne com salsa
A francesa e voluntária Lea: mais quatro meses de Imap
O argentino Nico e a dormidinha depois do almoço (click de Nanda Barreto)
Camila, brasileira e coordenadora dos voluntários (click de Nanda Barreto)
Eu, o rio e uma pedra ergonômica (click de Nanda Barreto)
Nanda e Anali: um beijo e um cheiro
A norte-americana Rebeca: uma das fundadoras do Imap

02/05/2011

Uma carona maneiríssima



Conheci o artesão e professor pardal Fabiano no Instituto Mesoamericano de Permacultura (Imap).
A mochila do cabra inclui descer do México até o Brasil em sua casa-kombi, que dispõe de cama, cozinha e víveres de toda a natureza – além de arte, muita arte.
Saca só que maneiríssimo!
O “lar” nos serviu de carona até Quichaiá, Guatemala.



El buena onda Fabiano: cabra paz e amor